UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU ANTES MESMO DE EXISTIR UM PALCO.
Antes de existir uma companhia, existia a vontade de contar histórias.
Em 2001, um jovem que escrevia músicas, histórias e redações encontrou no teatro uma possibilidade inesperada de transformar aquilo que criava no papel em algo vivo. Uma reportagem sobre a inauguração do Teatro Padre Léo, em Santa Isabel, despertou sua curiosidade e o levou ao encontro de pessoas que mudariam para sempre sua relação com a cena.
O que começou com uma peça escrita para ser encenada por outros acabou levando seu próprio autor ao palco. Vieram novas histórias, novos artistas, aprendizado, amizades, desafios e, pouco depois, o Grupo Teatral Carpe Diem.
Mais de duas décadas depois, aquela história encontraria um novo capítulo na Cia Teatral Atuá — e as duas trajetórias acabariam se reencontrando.


Em destaque, imagens de dois espetáculos da companhia: à esquerda, "O alcoolismo também é droga", de André Coimbra; uma esquete apresentada em 2001 no início da jornada. Com direção de Joseane Silva, seguindo a ordem da esquerda para a direita, o elenco: Patrícia Martins, André Coimbra, Vilma Silva. E à direita, "Os olhos verdes da neurose", de José Expedito Marques, com direção de André Coimbra, em 20025, trabalho contemplado pela PNAB Santa Isabel - SP que resgatou o nome da Cia dando inínio a uma nova jornada. Na foto, seguindo a ordem da esquera para a direita: André Coimbra, Gi Miquelof, Débora Almeida, Adonai Fajioni, registro de Esther Vilas Boas. A imagem fez parte da exposição digital sobre o tema relacionado à proteção à mulher e os direitos femininos.
2001: UMA HISTÓRIA, UM GRUPO E O PRIMEIRO PALCO.
A primeira peça abriu caminho para outras histórias. A partir de “O Alcoolismo Também é Droga”, novos convites surgiram, mais jovens se aproximaram e o que era uma experiência pontual começou a ganhar forma de grupo.
Com a direção inicial de Joseane Silva e o envolvimento de artistas que acreditavam naquela iniciativa, vieram novas montagens, entre elas “A Volta do Filho Pródigo”. O teatro passou a fazer parte da vida daqueles jovens, que encontraram na cena um espaço para criar, conviver e compartilhar ideias.
Em 2002, a participação na 1ª Mostra Teatral de Santa Isabel e a aproximação com integrantes do Grupo EVO, por meio de uma formação teatral promovida com a participação da ACASI, ampliaram o contato do grupo com outras linguagens e possibilidades cênicas.
Foi nesse período que nasceu oficialmente o Grupo Teatral Carpe Diem. Mais do que um nome, começava a se consolidar uma identidade construída coletivamente, entre ensaios, apresentações, descobertas e o desejo de continuar contando histórias.
CARPE DIEM: APROVEITAR O MOMENTO: CRIAR JUNTOS.
Com o passar do tempo, o Grupo Teatral Carpe Diem ampliou suas atividades. As apresentações chegaram a igrejas e escolas, novas pessoas passaram a integrar o elenco e os projetos ganharam diferentes formatos, combinando humor, reflexão social, música e movimento.
Entre as iniciativas desse período esteve o projeto Ação Missionária, com as montagens “Crescer em Comunidade” e “Crescer em Comunidade 2 — O Resultado”, que aproximaram o teatro de diferentes comunidades. O grupo também desenvolveu trabalhos como “Antes”, que abordava a juventude durante a ditadura, e “As Pessoas Andam”, projeto que aprofundou essa pesquisa cênica.
Mais do que colocar peças em cena, o Carpe Diem foi um espaço de convivência, aprendizado e experimentação. Ao longo de sua trajetória, reuniu atores e colaboradores que contribuíram de diferentes maneiras para a construção do grupo.
Como acontece em muitos coletivos artísticos, também enfrentou mudanças, divergências e desafios de organização. Ainda assim, deixou uma história marcada pela iniciativa de jovens artistas que encontraram no teatro uma forma de expressão e participação cultural.